domingo, 27 de setembro de 2020

DIÁRIO

13/1/1980 - Contactei o Joaquim e o Fernando.
Fui à Conferencia de Imprensa do Grupo de Trabalho Inter-Associações para divulgação da realização do I Encontro de Associações de Defesa do Património a realizar em Santarém. 

sábado, 26 de setembro de 2020

DIÁRIO


10/1/1980 - Telefonei ao Joaquim para este pedir orçamentos para a impressão do Boletim Informativo. 
Fui à televisão com o Zé Maruta. Contatámos o José Corte Real do País/País . Em princípio vamos com a equipa de filmagens a Castro no próximo dia 20.
Vou fazer comunicação para os órgãos de comunicação social noticiando a próxima Feira de São Sebastião. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

DIÁRIO


10/1/1980 - Fui ao emprego do Zé Francisco Costa levar o trabalho do Boletim Informativo para ele desenhar. 
Fui à Direção Geral do Património Cultural saber qual tinha sido o teor do despacho do nosso pedido de  apoio traduzido na reprodução dos Boletins. Dificuldades alegadas. O Dr. Esaú aconselhou-me a fazer um pedido de subsídio para o efeito. 
Já andei por várias tipografias a pedir orçamentos.
telefonei para o Joaquim e para o Fernando a saber notícias. 
Telefonei para a Direção Geral de Gestão e Ordenamento Florestal para tratar do caso da batidas às raposas.
Telefonei para o Sr. Rui Ramalho, responsável dos serviços florestais de Beja.
Ainda não fui à RTP porque o Zé Maruta não teve disponibilidade. 

AINDA EM OBRA

terça-feira, 22 de setembro de 2020

DIÁRIO


8/1/1980 - Contactei o Joaquim do Rosário para que telefonasse ao Dr. Alves da Costa pedindo-lhe um historial das nossas igrejas com vista a instruir o pedido de classificação. Vai facultar-nos o que tiver. 
Pedi ao Fernando Maruta para que telefonasse para Castro a saber da cassete que o Grupo se tinha comprometido a enviar-nos para se entregar na editora . Informaram que vão gravar hoje outra vez porque as gravações anteriores não estavam em condições. 
Fui ao encontro marcado na Direção Geral do Ordenamento e Gestão Florestal. Vão dar-nos o parecer favorável. 
Soube que íam fazer uma batida às raposas na Tapada da Cavandela. Redigi um comunicado para ser policopiado alertando para as consequências desta iniciativa dentro de um espaço onde existe muita fauna protegida, designadamente os gamos. Vamos enviar para a comunicação social.
 

domingo, 20 de setembro de 2020

DIÁRIO

7/1/1980 - Fui à Direção Geral do Ordenamento e Gestão Florestal falar com o Sr. Peixoto e com a Drª Maria João ( gamos). Marcámos entrevista para amanhã às 16 horas com o Diretor de Serviços. 
Fui à Direção Geral do Património Cultural falar com o Dr. Esaú. Este não estava mas deixei carta com o pedido do Grupo para que eles nos façam a impressão dos Boletins Informativos. 
Fui à Secretaria de Estado da Cultura ( Literatura) falar coma Drª Isabel Simões. Como esta não se encontrava, deixei carta solicitando um subsídio para a nossa atividade editorial.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

DIÁRIO


5/1/1980 - Quase não dormi esta noite, tal como em muitas outras, a pensar nas nossas atividades associativas e em especial no que está a acontecer na Tapada da Cavandela com a dizimação dos gamos.
Lembrei-me que devíamos contatar a RTP para deslocar à Tapada uma equipa de filmagem. Vou providenciar para que tal aconteça.

 

VISTA DA TORRE

quinta-feira, 10 de setembro de 2020


 4/1/1980 - Fui à Direção Geral do Ordenamento e Gestão Florestal oferecer os préstimos do Grupo para colaborarmos na campanha nacional para salvar o lince a Serra da Malcata. Adiantei os nossos objetivos acerca da Tapada da Cavandela. Mostraram-se receptivos. 

Fui também À Secretaria de Estado da Cultura ( Gabinete de Literatura) informar-me da possibilidade de obtermos um apoio para a publicação do Boletim Informativo. Volto oportunamente com um pedido de apoio em ofício.

Telefonei ao Fernando Maruta. Ainda não sabia nada sobre a Tapada. Pedi-lhe que telefonasse ao Sr. João Colaço para colher informações sobre a situação real . Este disse que a questão jurídica da terra não estava ainda definida. A herdade onde a Tapada se insere continua a ser propriedade dos seus titulares embora a UCP faça a sua exploração. Nesta indefinição , a posse da terra pode voltar a todo o momento para os seus proprietários. 

Ao que consta a UCP parecia ter vontade de transformar a Tapada em fonte de receita desenvolvendo aí uma exploração pecuária com base nos gamos. 

Foi-nos sugerido o contacto com a Câmara para se saber da sua disponibilidade para expropriar a área da Tapada com vista a ser criado um parque natural para proteção dos gamos e de outras espécies . 

Pedi ao Fernando Maruta para falar com o Presidente. Em contacto com o mesmo , este garantiu a abertura da Câmara a este propósito e pediu-nos que lhe fornecêssemos um parecer favorável do organismo oficial competente que justificasse a utilidade publica do ato. 

Iremos desenvolver contactos nesse sentido. 

Enviei cartas para o Presidente da Câmara, para o Prof. Abílio e também as inscrições para o Encontro de Associações em Santarém. 


quarta-feira, 9 de setembro de 2020

DIÁRIO

 3/1/1980 - O Zé Maruta telefonou para a Comissão Organizadora do Encontro de Associações de Defesa do Património para sabermos pormenores sobre a nossa inscrição e participação no evento. 

terça-feira, 8 de setembro de 2020

DIÁRIO

 2/1/1980 - Recebemos do Presidente da Câmara Municipal de Castro Verde cópias de ofícios-circulares anunciando um Encontro Inter- Associações de Defesa do Património a realizar em Santarém nos dias 25, 26 e 27 de janeiro. Em princípio estarei presente com o Zé Maruta. 

Telefonou o Fernando Maruta que veio hoje de Castro . Não trouxe a cassete gravada com as modas  do Grupo  porque só hoje mesmo vão tentar fazer uma gravação em boas condições para nos enviarem.

Pedi ao Fernando Maruta para saber informações sobre a Tapada da Cavandela de modo a que possamos escrever um texto alusivo no próximo Boletim Informativo. Desde já foi-nos sugerido que a Tapada integrada na Herdade da Cavandela intervencionada pela Reforma Agrária, fosse protegida  para se salvarem os gamos Dama Dama e toda a avifauna nela existente. 

domingo, 6 de setembro de 2020

MOINHO DA ALTURA DE BEJA

DIÁRIO


26/12/1979 - Comecei a esboçar o Nº1 do Boletim Informativo.
Escrevi ao Presidente da Câmara pedindo para nos enviar fotografias das duas igrejas de modo a iniciar-se o processo de classificação como monumentos nacionais. 
Vamos avançar a campanha de sensibilização para a defesa da Tapada da Cavandela onde estão a ser mortos os gamos dama-dama lá existentes.
Vou começar a elaborar dois fascículos que intitulei "modas e Cantigas" e "Quadras que o Povo fez" . O primeiro transcreve modas dos "Ganhões" e o segundo , como o próprio nome indica, poesia popular . Com eles pensamos angariar alguns fundos para o Grupo. 

sábado, 5 de setembro de 2020

RUA DOS LEGUMES

DIÁRIO


24/12/1979 - Falei com o Presidente da Câmara . Pareceu estar disposto a colaborar com o Grupo. Falámos sobre a necessidade de de as Igrejas Matriz e dos Remédios serem classificadas como monumentos nacionais. Abordámos outras questões, entre as quais, a construção de uma biblioteca no Celeiro da Comenda onde eu , pessoalmente, gostava de ver instalado um museu de história e etnografia.
Chamou-me a atenção para outras frentes de trabalho do Grupo, nomeadamente a tapada da Cavandela. Precisamos de obstar a que ela seja completamente destruída no meu da indiferença de toda a gente. Vamos desenvolver contactos nesse sentido para salvar o que resta dos gamos "dama dama" lá existentes.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

CASTRO VERDE - TESTAMENTO - 1867

« "Decorre o mês de março de 1867. É o dia oito. Ele amanheceu limpo e luminoso, permitindo à vista humana, num raio de 50 quilómetros, lobrigar, a olho nu, todos os povos e montes que pintalgam de branco a paisagem alentejana. É só subir ao outeiro mais alto.

Montado no seu cavalo, um árabe de pura raça, ajaezado de acordo com o estatuto social e profissional que possuía, o Escrivão do Juízo Ordinário e Tabelião de Notas no Julgado de Castro VerdeJoão António Figueira, saiu cedo de casa e dirige-se à aldeia de São Marcos de Ataboeira, respondendo ao chamado de Perpetua Joaquina Carlado, a fim de escrever o seu testamento. Avisado de véspera o criado preparou a montada a tempo e mal o dono meteu a biqueira da bota caneleira no estribo, foi num ai que se viu sentado sobre a sela, mãos firmes a segurar a rédea e..."vamos lá, ó compadre, que se faz tarde!" » 

Assim começa o interessante trabalho romanceado do Professor Abílio Pereira de Carvalho sobre o enquadramento histórico-cultural da realidade local e a análise com explicação, de um testamento singular lavrado no século XIX, para consignar as disposições de ultima vontade de uma abastada e criteriosa senhora moradora no nosso concelho. 

Foi este estudo divulgado em quatro publicações no blogue "Trilhos Serranos" da autoria do Dr. Abílio P. Carvalho, que hoje, com a devida vénia, temos o prazer de aqui divulgar , indicando os quatro links que dão acesso a cada das partes em que foi dividido. 

Aconselhamos vivamente a leitura deste trabalho para quem se interessa e deseja aprofundar o conhecimento das história de Castro Verde e ao historiador, renovamos a nossa gratidão e expressamos a nossa admiração de sempre. 

1- http://www.trilhos-serranos.pt/index.php/historia/467-castro-verde-testamento-i.html?highlight=WyJjYXN0cm8iLCJ2ZXJkZSIsInRlc3RhbWVudG8iLCJjYXN0cm8gdmVyZGUiLCJjYXN0cm8gdmVyZGUgdGVzdGFtZW50byIsInZlcmRlIHRlc3RhbWVudG8iXQ==

http://www.trilhos-serranos.pt/index.php/historia/468-castro-verde-testamento-ii.html?highlight=WyJjYXN0cm8iLCJ2ZXJkZSIsInRlc3RhbWVudG8iLCJjYXN0cm8gdmVyZGUiLCJjYXN0cm8gdmVyZGUgdGVzdGFtZW50byIsInZlcmRlIHRlc3RhbWVudG8iXQ==

3 - http://www.trilhos-serranos.pt/index.php/historia/469-castro-verde-testamento-iii.html?highlight=WyJjYXN0cm8iLCJ2ZXJkZSIsInRlc3RhbWVudG8iLCJjYXN0cm8gdmVyZGUiLCJjYXN0cm8gdmVyZGUgdGVzdGFtZW50byIsInZlcmRlIHRlc3RhbWVudG8iXQ==

4 - http://www.trilhos-serranos.pt/index.php/historia/471-castro-verde-testamento-iv.html?highlight=WyJjYXN0cm8iLCJ2ZXJkZSIsInRlc3RhbWVudG8iLCJjYXN0cm8gdmVyZGUiLCJjYXN0cm8gdmVyZGUgdGVzdGFtZW50byIsInZlcmRlIHRlc3RhbWVudG8iXQ==


DIÁRIO


22/12/1979 - Os pássaros que trouxemos foram distribuídos pelas gaiolas do Jardim do Padrão

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

DIÁRIO


21/12/1979 - Fui para Castro. Levei os Boletins Informativos para distribuição. O Fernando Maruta foi comigo mas não trouxe o gravador do Seténio, conforme tínhamos combinado, para gravarmos o Grupo Coral e depois entregarmos o som à editora para apreciação, com vista à gravação de um disco. 
Distribuímos os Boletins na Farmácia e na Cooperativa. Falámos com a Direção e pedimos para nos deixarem enviar de Lisboa os próximos, mensalmente.
Falei com o Senhor Marques com vista à colocação dos pássaros no Jardim do Padrão. Mandou chamar o tio António Venâncio e combinámos a sua colocação  nas gaiolas. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

DIÁRIO


20/12/1979 - Fui buscar os pássaros para levar para as gaiolas do Jardim do Padrão que se encontram praticamente vazias. Levo vinte e três bicos, incluindo pintassilgos, verdelhão, pintaroxo, lugre, chamariz e tentilhão. Custo 800$00.

FAMÍLIA CASTRENSE

terça-feira, 1 de setembro de 2020

CASTRENSES


19/12/1979 - .Enviei cartas para os órgãos de comunicação social dando a notícia da publicação do primeiro número do Boletim Informativo da Castra Castrorum.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

DIÁRIO

18/12/1979 - O Zé Maruta foi buscar o papel e entregou-o ao Joaquim do Rosário.
Depois fomos buscar as folhas impressas e agrafámos os Boletins para distribuir.

domingo, 30 de agosto de 2020

DIÁRIO

17/12/1979 - Levei o Boletim Informativo nº0 ao Joaquim do Rosário para este se encarregar de o policopiar. 
O Fernando Maruta ofereceu seis resmas de papel.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

DIÁRIO

13/12/1979 - O Joaquim do Rosário e o Fernando Maruta telefonaram dizendo que podiam policopiar  o Boletim Informativo. 
Fui com o Zé Maruta ao emprego do Zé Francisco Costa para falarmos sobre a capa. Ficou combinado que amanhã estará pronta e será entregue. 

sábado, 22 de agosto de 2020

NOTAS DE MEMÓRIAS

DIÁRIO

8/12/1979 - Contatei o Zé Francisco Costa. Dei-lhe os elementos para ele proceder à feitura da primeira página do Boletim Informativo nº 0 da Castra Castrorum. 
Escrevi para o Grupo Coral anunciando a possibilidade de conseguirmos a gravação de um disco.

HISTÓRIA LOCAL

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

DIÁRIO

3/12/1979 - Fui à Biblioteca Nacional pesquisar dados sobre Castro.
Conheci o Dr. Arnaldo Soledade que me falou do Dr. Alves da Costa como estudioso da história do nosso concelho.
Telefonei ao Dr. Gito dando-lhe conhecimento da existência da Castra Castrorum e ele prometeu que iria colaborar connosco no Boletim Informativo. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

DIÁRIO

29/11/1979 - Telefonei à editora Sasseti. 
Pediram-me que entregasse uma cassete  do Grupo Coral para apreciação da qualidade do mesmo com vista à edição de um disco.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

DIÁRIO

28/11/1979 - Fui à Direção Geral do Património Cultural buscar bibliografia sobre Castro. 
Fui à Biblioteca Nacional tentar tirar algumas fotocópias dos livros indicados.
Telefonei para a Secretaria de Estado da Cultura (Animação Cultural) para saber informações sobre o nosso pedido de apoio para gravação do disco do Grupo Coral. Não me adiantaram nada. 
Amanhã vou à editora Sasseti para saber do seu interesse na edição de um disco do Grupo Coral. 

CASTRO EM LISBOA

Com a feliz recordação da iniciativa, trazida para este nosso
convívio pelo José Francisco Colaço Guerreiro e também com a
publicação do respetivo folheto que anunciava a realização dessa
Semana do Concelho de Castro Verde na Casa do Alentejo em
Lisboa, não há que deixar passar a oportunidade de relatar
algumas das particularidades que envolveram a sua realização e
também uma história engraçada que ocorreu por essa ocasião.
Nessa semana de Abril de 82 a Casa do Alentejo era como que
uma extensão da vila de Castro, tal o ambiente bairrista que se
conseguiu criar no seu interior. Há que realçar o excelente
trabalho e empenho do Colaço Guerreiro, que foi, diga-se, o
grande impulsionador desta inesquecível Semana.
Por quase todo o interior do magnífico edifício havia motivos
alusivos a Castro Verde e ao seu concelho. Mas foi no átrio, ao
nível do 1º andar, que se situaram as melhores representações
do ambiente alentejano e castrense.
Aí estava colocada uma maqueta, em tamanho natural, de uma
parte de uma cozinha típica da nossa terra, onde não faltava
nada do que se possa imaginar numa cozinha de uma casa de
um simples assalariado rural daquelas e anteriores épocas.
Quem se aproximasse da zona da sua chaminé e se desligasse
do ambiente circundante do átrio do edifício, sentia-se como se
estivesse nesse momento numa cozinha real em Castro. Todos
os visitantes adoraram a obra.
Nesse átrio acamparam durante a semana, num pequeno redil
com a respetiva palha, duas ovelhas levadas propositadamente
de Castro. Fizerem também as delícias dos visitantes.
Lá estavam as bancas da Somincor e da Castra Castrorum (onde
passei algumas horas durante a semana).
O jogo de futebol que se referencia no folheto (de que fui um dos
organizadores), realizou-se no campo do Futebol Benfica.
Foi um bom convívio entre todos os participantes apesar do
resultado desnivelado para uma das partes.
Vamos agora à história que refiro no início deste escrito.
No último dia da iniciativa – sábado, 17 Abril – logo a seguir ao
almoço convívio, realizou-se uma espécie de tarde cultural.
De entre os vários participantes, constava a atuação do Grupo
Coral Os Ganhões de Castro Verde, programada para as 4 da
tarde.
Com o aproximar dessa hora não se vislumbravam Ganhões no
interior do edifício.
Foi dado o alarme geral. Ninguém sabia onde estavam os
elementos do Grupo.
Às tantas lá aparece alguém que os descobriu!...
Parece que se encontravam na zona do Coliseu dos Recreios,
que ficava (e fica) na mesma rua e a cerca de 50 metros da Casa
do Alentejo.
Vou abrir aqui um parêntese para contextualizar e enquadrar a
realidade social da época em que se realizou esta iniciativa
castrense.
O 25 de Abril havia acontecido quase precisamente oito anos
antes. A sociedade começou a abrir-se a novas realidades (nem
sempre as melhores), nomeadamente na cidade de Lisboa.

Anexo ao edifício do Coliseu dos Recreios existia à data uma
espécie de cubículo, que no exterior anunciava um espetáculo do
tipo das “mil e uma noites”.
Quem a tal estivesse disposto poderia, mediante a introdução de
uma moeda de 10 escudos numa ranhura da porta do cubículo,
espreitar através de um óculo durante um certo tempo pré-
programado e assistir “on-line” às habilidades de umas tantas
odaliscas dos tempos modernos…
Era este o enquadramento do local onde os Ganhões
presumivelmente foram encontrados.
Disseram as “más línguas” da altura, que alguns dos nossos
conterrâneos lá iam à vez metendo a moedinha!...
Para gente que não estava habituada a estas “modernices” é
natural que se tenha generalizado algum descontrolo nos
horários…
Bem…, mas o que interessa é que às 4, cumprindo o que estava
programado, o Grupo lá estava em cima do palco para mais uma
bela atuação, muito aplaudida pelos castrenses e seus amigos
convidados, que enchiam o Salão Nobre da Casa do Alentejo.
Fica aqui registada a recordação desta Semana magnífica…
(credito Fernando Maruta)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

AS CAMPONESAS - 11/3/1984

DIÁRIO

23/11/1979 - Fui à Direção Geral do Património Cultural ( Biblioteca Nacional)

Conversei com a Drª Nídia que prometeu arranjar-me elementos para o estudo do nosso património. Falámos acerca dos monumentos nacionais do nosso concelho e ela disse-me que só a Igreja de São Miguel e o "Castro" de Castro Verde estavam registados. Incitou-nos a tratar do registo dos outros monumentos.

domingo, 16 de agosto de 2020

GRUPO CORAL

22/11/1979 - Fui à Secretaria de Estado da Cultura com o Zé Maruta. Contatamos o Sr. Madeira Luis da Animação Cultural e o Sr. Guardado que prometeram fazer os possíveis para nos darem apoio para conseguirmos a desejada gravação de um disco do nosso Grupo Coral.

sábado, 15 de agosto de 2020


19/11/1979 - Enviei cartas para dez empresas pedindo prémios para a prova de atletismo.

A MESMA RAIZ : OS CARAPINHAS

A MESMA RAIZ : OS CARAPINHAS: "OS CARAPINHAS" de Castro Verde Escola de Cante Alentejano criada em 17/3/1987 pela Castra Castrorum

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

DIÁRIO

15/11/1979 - Tenho prontas as cartas para os orgãos de informação, Presidente da Câmara , Sociedade e Clube. Fui ter com o Zé Francisco Costa mas ele não foi hoje ao serviço.

Fiz o rascunho de cartas para empresas solicitando a sua colaboração com prémios para atribuirmos na prova de atletismo que pensamos organizar pelo Natal em Castro.

Pensou-se em fazer a gravação de um disco ou cassete do Grupo Coral.

ROUPARIA

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

COMENTÁRIO de Abílio Pereira de Carvalho

Neste tempo ”digitalizado”, de ágeis polegares a matraquear “sms” ou a fazer deslizar o ecrã dos telemóveis e smartphes para cima e para baixo, trazer à luz dos tempos que correm a forma como se divulgavam conheciment…Ver mais

terça-feira, 11 de agosto de 2020

RETOMA

PARALELAMENTE à criação do Grupo "CASTRA CASTRORUM" no Facebook no dia 6 de agosto de 2020, voltamos a partir de hoje a dinamizar este blogue Jose Guerreiro Administrador · 3 d Neste espaço vão publicar-se trabalhos e iniciativas desenvolvidas no âmbito da "Castra Castrorum" , associação criada para divulgar e dinamizar o património natural e cultural do concelho de Castro Verde. Vamos situar-nos entre 31/10/1979 ( data em que levámos à pratica a ideia) e 15/9/1988 ( data em que suspendemos as atividades para as integrarmos na CORTIÇOL - Cooperativa de Informação e Cultura, CRL entretanto criada em Castro) e daremos a conhecer a quantos nos seguirem , parte da história e da vida do nosso concelho.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A CONDESSA

As gentes de Castro sempre ouviram falar de uma tal Condessa que teria haveres fundiarios nos arredores da vila e dela seria um poço situado logo abaixo do Largo da Feira , assim como, toda a zona urbanizada, pelo Bairro da Condessa. Trata-se da Condessa de Avilez a cujo propósito transcrevemos o testamento seguinte: 1 Testamento de José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim Nota introdutória No dia 9 de maio de 1856, o escrivão da Administração do Concelho de Castro Verde, Manuel da Mata Janeiro, deslocou-se ao Palácio da Carreira, em Santiago do Cacém, para redigir o testamento do fidalgo José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim que, por essa altura, já se encontrava bastante doente e acamado. Esta é a génese do documento agora em análise que, além da importância histórica do testador para Santiago do Cacém, contribui para um melhor conhecimento da evolução de algumas propriedades rurais e edifícios históricos do concelho, explicando igualmente as razões por que a poderosa família dos Condes de Avillez se instalou em Santiago do Cacém em meados do século XIX. 2 José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim – Breve biografia José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim nasceu em 1782, em Santiago do Cacém, sendo batizado no oratório da casa de seus pais, na mesma localidade, em 2/9/1782. Foi sua madrinha D. Madalena Vicência de Mascarenhas, filha do 3.º marquês de Fronteira e viúva de Luís Guedes de Miranda Henriques, senhor de Murça e 8.º morgado do vínculo instituído pelos Pantoja em Santiago do Cacém1. Seu pai, José Joaquim Salema de Andrade, então capitão-mor de Santiago do Cacém, era o 6.º morgado do vínculo dos Raposos e sua mãe, D. Maria Perpétua Rosa de Aboim Guerreiro, era filha do capitão-mor de Mértola, João Camacho Guerreiro de Aboim, senhor da Casa de Espargosa. Os dois vínculos acabariam por ser herdados por José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim. A família Salema de Andrade possuía as terras da Carreira junto ao secular arruamento do mesmo nome que, no início do século XX, receberia o nome “Rua Condes de Avillez” e onde o 6.º morgado dos Raposos mandaria construir, 3 anos depois do nascimento do filho, o Palácio da Carreira, o mais belo edifício neoclássico do Centro Histórico de Santiago do Cacém. Esta casa seria herdada, ainda em construção, por José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim, que concluiu a obra em 1808. Neste último ano, José Joaquim de Aboim ocupava o cargo de capitão-mor de Santiago do Cacém (tal como o seu pai e o seu avô antes dele), tendo sido eleito, pelos três estados (clero, nobreza e povo), como presidente da Junta de Governo de Santiago do Cacém, que organizou a resistência contra os invasores franceses entre a margem sul do Rio Sado e Sines. Ocupou diversos cargos públicos na vila de Santiago do Cacém, incluindo a presidência da Câmara, que exerceu várias vezes. Distinguiu-se durante as lutas pela implantação do liberalismo, tendo perfilhado, depois da Guerra Civil de 1832-34, os ideais setembristas, da ala mais à esquerda no espectro político liberal. Estava alinhado neste partido durante a Guerra Civil Patuleia (1846-1847), tendo sido, junto com o seu sobrinho conde de Avillez, um dos mais ilustres membros deste movimento em Santiago do Cacém, alvo da vigilância constante das forças cartistas e cabralistas. José Joaquim de Aboim foi um homem de grande cultura e sensibilidade artística, senhor de uma imensa fortuna fundiária. Faleceu solteiro, no seu Palácio da Carreira, em 9/4/1862. 1 Ver O Morgadio dos Pantoja em: http://www.cm-santiagocacem.pt/viver/Cultura/EspacosCulturais/ArquivoMunicipal/Documents/estudo_matriz_morgadio_pantoja.pdf 3 O Testamento José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim começou por ditar, ao escrivão Manuel da Mata Janeiro, como era normal neste tipo de documentos, um conjunto de obrigações pias, materializadas em missas, tanto pela sua alma, como pela dos seus familiares mais próximos e já falecidos. Designou, para seu testamenteiro, o sobrinho, por afinidade, Jorge de Avillez Juzarte de Sousa Tavares, 2.º conde de Avillez, que devia zelar pelo cumprimento integral das suas últimas vontades. Mais adiante, indica que, por eventual impedimento deste primeiro testamenteiro, nomeava o 3.º conde de Avillez, Jorge Salema de Avillez Juzarte de Sousa Tavares, se este, ao tempo do seu falecimento, “ (…) tiver já a idade legal (…)”2. Os principais herdeiros designados no seu testamento eram os filhos da sua falecida sobrinha, D. Maria Francisca Mafalda Rita Salema de Andrade Vila Lobos Guerreiro de Aboim, e de seu esposo, o 2.º conde de Avillez: Jorge, 3.º conde; José Maria Salema de Avillez e D. Maria Francisca Salema de Avillez. Ao primeiro, que indicava por imediato sucessor dos vínculos de que era administrador, deixava ainda os bens que, não estando vinculados, andavam juntos à Casa de Espargosa; a Herdade da Tissona, em Castro Verde e metade da Quinta do Rio da Figueira, junto à vila de Santiago do Cacém, com a obrigação de que nunca poderia ser arrendada a outro que não a José Maria Salema de Avillez. José Maria Salema de Avillez herdava o Palácio da Carreira, designado como a sua Casa Nobre, “ (…) com todas as suas pertenças e ferre-/ jaes a ella annexas (…)”3; recebendo ainda, em Santiago do Cacém, a Courela Grande “ (…) nos Coutos d’esta Villa (…)”4, a Courela do Fidalgo e a das Vinhas, assim como o Pomarinho, o Monte do Alto e todos os foros que cobrava por habitações e terras que possuía em Santiago do Cacém. Neste concelho, José Maria de Avillez herdava também a Quinta das Relvas em S. Bartolomeu “ (…) dita da Mattinha (…)”5, assim como as herdades do Telheiro, do Vale da Cruz e do Viegas. Finalmente, este herdeiro recebia ainda todos os bens e rendimentos que José Joaquim Guerreiro de Aboim possuía em Serpa. D. Maria Francisca Salema de Avillez herdava as herdades do Monte Velho e da Ortiga, o palácio na Lapa, em Lisboa, e a Quinta da Ferraria em Óbidos. A criadagem era contemplada no testamento, deixando disposto que todos “(…) os/ Criados que se acharem servindo a/ sua caza na epocha do seu falle-/ cimento (…)”6 deveriam 2 PT/AMSC/AL/CMSC/B-A/001/3/f.39v. 3 Idem, f. 37v. 4 Ibid. 5 Ibid. f. 38. 6 Ibid. f. 39. 4 receber 9.600 réis cada um. No entanto, alguns eram contemplados com especial atenção: à “ (…) Criada Antonia que/ serve ha mais de trinta annos (…)”7, seu sobrinho-neto, 3.º conde de Avillez, ficou obrigado a fornecer anualmente três quarteiros de trigo, um porco de cinco arrobas e cinco alqueires de azeite; à criada Maria da Conceição ficava José Maria Salema de Avillez com semelhante obrigação, devendo também fornecer anualmente um quarteiro de trigo a outra criada de nome Maria Francisca, que devia ter o usufruto vitalício de uma habitação que o testador possuía na aldeia de S. Bartolomeu da Serra. Por último, a criada Matilde, residente no Monte do Viegas, era contemplada com o usufruto vitalício de uma casa na aldeia de S. Domingos, ficando o 3.º conde de Avillez obrigado a fornecer-lhe anualmente um quarteiro de trigo. O testamento faz ainda referência a uma outra herdeira, Catarina Maria Francisca, afilhada de Joaquim Francisco Salema de Andrade Guerreiro de Aboim, irmão mais novo do testador. Esta recebia uma casa na rua Direita, na vila de Santiago do Cacém, e a Quinta Velha nos arredores. Recebia também as herdades de Vale de Cativos e Alcarial em S. Domingos. Manuel do Espírito Santo Guerreiro, futuro marido de Catarina e pai da poetisa Alda Guerreiro, é também referido no testamento, ficando o 3.º conde de Avillez obrigado a pagar-lhe a remuneração devida pelo seu trabalho. Os afilhados do testador, não identificados no documento8 que apenas utiliza a expressão: “(…) deixa/ a todos os seus afilhados (…)9”, deveriam receber a soma de 19.200 réis. Finalmente, José Joaquim de Aboim deixava disposto que, no dia do seu funeral, fossem distribuídas esmolas pelos pobres “(…) de vinte cinco a/ trinta moedas de quatro mil e oito/ centos reis.”10, assim como que fossem distribuídos, em partes iguais, três moios de trigo, no Monte da Espargosa, na vila de Castro Verde e na vila de Santiago do Cacém. 7 Ibid. f. 37v. 8 Dos três herdeiros principais, só o 3.º conde de Avillez não era diretamente afilhado do testador, mas fora este que representara a madrinha, Nossa Senhora do Monte, na cerimónia de batismo. 9 Ibid. f. 39. 10 Ibid. f. 38v. 5 Conclusão José Joaquim Salema de Andrade Guerreiro de Aboim era o último da sua linhagem e, dos seus quatro irmãos, só D. Mariana Rita Salema de Andrade Vila Lobos Guerreiro de Aboim tinha descendência: Maria Francisca Mafalda Rita Salema de Andrade Vila Lobos Guerreiro de Aboim, nascida do casamento com João de Aboim Pereira Guerreiro, Juiz de Fora de Santiago do Cacém. D. Maria Francisca Mafalda Rita Salema de Andrade Vila Lobos Guerreiro de Aboim, condessa de Avillez, viria a morrer antes de seu tio, pelo que os bens da Casa dos Salema de Andrade, de Santiago do Cacém, e dos Guerreiro de Aboim, de Mértola, acabariam por ir parar à posse dos seus filhos. Dos três sobrinhos-netos do testador, apenas o conde de Avillez optaria por manter residência em Santiago do Cacém, adquirindo alguns dos bens herdados pelo seu irmão José Maria. A Quinta do Rio da Figueira, hoje parque urbano, passaria, a partir daqui, a estar associada aos condes de Avillez e ao seu herdeiro Jorge Ribeiro de Sousa. José Maria de Avillez acabaria por vender a Quinta das Relvas, em S. Bartolomeu, com o seu belo e emblemático edifício, ao fidalgo José de Sande Champalimaud. O Palácio da Carreira também não tardaria a ser vendido. No início do documento em análise, José Joaquim de Aboim expressa a intenção de mandar construir uma capela junto ao Palácio da Carreira, para nela ser sepultado. Porém, não há memória da construção do edifício e o corpo do Capitão-Mor acabaria por ser sepultado no túmulo brasonado que o próprio mandara edificar no cemitério do Castelo para sepultar sua irmã D. Mariana Rita, e onde também repousava seu irmão Joaquim Francisco Salema de Andrade Guerreiro de Aboim. Gentil José Cesário/CMSC – 2013.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

PAU ROXO

 

PAU ROXO


                               José Francisco Colaço Guerreiro

 
Ao redor de Castro , em lugares  definidos por razões ocultas, erguem-se capelas, igrejinhas que resistem há muitos séculos ao esmeril do tempo e ao esquecimento dos devotos que as  ergueram e branqueavam de cal pelo menos uma vez em cada ano, por ocasião da festa do patrono respectivo.

A escolha do sítio onde foram implantadas resulta ,na maioria dos casos, da preexistência no mesmo lugar de altares ou simples práticas de culto a divindades que os povos de antanho reconheciam  como suas protectoras, antes  da vinda e acampamento dos cristianos.

Assim  foi em S. Pedro das Cabeças, assim terá também sido em S.Martinho e quem sabe se o não foi igualmente em S. Sebastião,aqui à saída da vila, quando se toma a antiga estrada dos Geraldos, direito ao olival.

Certo é que em 1510,segundo as crónicas, esta ultima capela, feita de pedra e barro e com altar  de taipa,  coberta por telha vã e habitada por um só santo esculpido em pau, estavam já, ela e o morador a ceder ao peso dos anos, mostrando sinais evidentes da  antiguidade de ambos.

Em cada vinte de Janeiro, lá acorria toda a vizinhança deste lugar para rezas e  pagamento de promessas anuais feitas ao santo mártir. Fitas, azeite e depois velas de muitos tamanhos e feitios, lá ficavam em acção de graças pelos benefícios vindos através das suplicas . Muitos fregueses, fazem freguesia e a freguesia encanta os comerciantes que à margem da fé, mas aproveitando-se dela, lá iam também para armar a esparrela .

Deste jeito ou doutro idêntico , nasceu naquele lugar um arraial, um mercado, uma feira.

Lugar de fé e de venda.

Arredia da vila, a meia ladeira de um cerro, em sítio descampado como também convinha para o maior negócio que ali se fazia.

Porcos aos milhares, gordos com a bolota de todos os montados das redondezas, para ali convergiam e aguardavam que os negociantes os comprassem às varas.

Ao redor do santo estendia-se um mar de lombos pretos, deitados, arriados   pelo peso das arrobas de carne postas na engorda e pelo cansaço das léguas andadas no caminho. No ar , misturava-se um cheiro intenso com  um  grunhido  ensurdecedor. Os porcariços andavam numa fona, despejando gorpelhas de palha e saquilhadas de cevada no chão. Depois corriam com os caldeirões para as bicas para encherem os maceirões de água que não aturavam .

È tempo de matança e também a gente das redondezas mais desafogada  vinha ao santo comprar o que no chiqueiro não tinha. Depois lá iam a caminho de casa atrás de um porco ,seguro por uma  corda laçada na pata.

Mas nesta ocasião, é tempo de plantio de arvoredo. Tudo o que numa horta convém ter, aqui ainda se encontra. Também para os quintais ,as laranjeiras e os limoeiros é sempre bom ter. Para dispor nas leiras, braçados de cebolinho .Para a vinha ou para pôr num alegrete, vende-se o bacelo de qualidade.

Nesta ocasião, vendiam-se calendários, almanaques, bordas d´água e pagelas com décimas feitas a propósito da ultima desgraça ou de alguma marotice intemporal.

À abrigada da igrejinha, estendiam-se toldos onde várias carroças serviam de venda e despejavam garrafões e garrafões do novo. Depois à  vinda, ao levantar da feira, desfilavam bebedeiras de ladeira a baixo, homens sem negócio que iam de gangão e algibeiras vazias.

Mas neste dia come-se pau roxo.

Vende-se aqui e no Santo Amaro em Almodovar, não vi noutra banda.

Cenouras grandes e tintas como a beterraba. Eram aos montes ,agora são contrabando, mas mesmo assim, a feira ainda é delas.

Compra-se uma ou duas, por graça. Os moços já não gostam e os mais velhos não têm dentes que as rilhem. Nesta maré era o petisco corrente nas tabernas. Em casa comiam-se cruas, às rodelas, com o mesmo jeito dos rábanos e havia quem as cozesse e temperasse com vinagre. Guardavam-se também para  o tarde em frasquinhos como os picles.

 O "santo", "feira de S.Sebastião" ou "feira do pau roxo" porque antecede o Entrudo, faz em Castro a abertura desta quadra.

A moçada aproveitava para fazer o abastecimento de estalinhos, bombas, bichaninhas, pedorreiras, serpentinas e papelinhos.

Compravam-se bisnagas de água e com as bicas mesmo ali à mão, mesmo que não chovesse, voltavam da feira como pintos.

De casa muitas vezes já se traziam bexigas de porco ,sopradas e atadas com linha de meia.Com um alfinete na ponta, penduravam-se à socapa nas costas dos passantes. Eram os "rabos".Também se faziam de papel recortado. E punham-se escritos da mesma maneira   Tinha graça. Toda a gente ria.

Embora sem porcos, sem tanta promessa nem tanto pau roxo, o" santo" ainda é hoje um mercado de tradição onde lado a lado com a venda de cassetes se compram chocalhos e coleiras para o gado ,vendem-se farturas mas também se encontra o que faz falta para plantar na horta.

 20/1/03

 


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

UMA RELÍQUIA

 
Esta velha fotografia de grupo foi tirada há mais de 50 anos e reúne os vendedores do antigo mercado, alguns ainda nossos conhecidos 

CASTRO

 
Anos 70. Ainda sem rotunda nem ovelhas

ANOS 70

 No Largo das camionetas

ALFAIAS

Exposição montada pela "Castra Castrorum" no jardim do Padrão em Junho de 1983

HÁ 30 ANOS

 Em Junho de 1983 organizámos, no âmbito das atividades da "Castra Castrorum" , uma exposição fotográfica subordinada ao tema " Castro Verde antigo"
Reproduzimos imagens de alguns visitantes que nos visitaram no dia da inauguração da exposição